sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
PELA CANTORA JAMAICANA GRACE JONES-
Assim como a nova estética dada ao poema "Le serpent qui danse" de Charles Baudelaire pela 'leitura' musical feita por Serge Gainsbourg, apresento-lhes uma releitura sonora de "La Vie en Rose" de Édith Piaf, interpretada pela cantora jamaicana Grace Jones na década de setenta:
http://www.youtube.com/watch?v=Us1R2FZe9g8&feature=related
La Vie En Rose
Composição: Édith Piaf
Des yeux qui font baiser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche,
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens
[Refrain]
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça m'fait quelque chose.
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause.
Moi pour lui dans la vie,
Il me l'a dit, l'a juré
Pour la vie.
Et dès que je l'apercois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat
Des nuits d'amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis des chagrins s'effacent
Heureux, heureux à en mourir.
[au Refrain]
"La vie en rose é uma canção francesa, que se tornou conhecida mundialmente na voz de Édith Piaf, considerada por muitos a maior cantora francesa de todos os tempos.
A letra foi escrita por Piaf e a melodia por seu parceiro Louis Gugliemi. Sua versão single em discos já vendeu milhões de cópias por todo o mundo, sendo sempre relançada em La vie en rose, que em português significa "a vida em cor-de-rosa", virou a canção assinatura diversos discos da artista, como a favorita do público de Piaf.
Hoje tornada clássica, La vie en rose já foi gravada por dezenas de cantores, inclusive uma versão pop em 1977, na voz da cantora e atriz jamaicana Grace Jones, e depois usado na trilha sonora do filme Prêt-à-porter, que em 1994, quase cinquenta anos depois de sua criação, foi uma das mais tocadas em boates e rádios FM pelo mundo afora." (http://pt.wikipedia.org/wiki/La_Vie_en_Rose)
Eis os links de tais interpretações:
- Édith Piaf -
http://www.youtube.com/watch?v=DUcJWaC-2Co
- Grace Jones -
(Outra apresentação da cantora jamaicana)
http://www.youtube.com/watch?v=V2pQXZTpg3A
[POSTADO POR CECÍLIA BARRIGA]
Jacques Brel
Les viex Amants
Bien sûr nous eûmes des orages
Vingt ans d'amour c'est l'amour fol
Mille fois tu pris ton bagage
Mille fois je pris mon envol
Et chaque meuble se souvient
Dans cette chambre sans berceau
Des éclats des vieilles tempêtes
Plus rien ne ressemblait à rien
Tu avais perdu le goût de l'eau
Et moi celui de la conquête
Mais mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore tu sais je t'aime
Moi je sais tous les sortilèges
Tu sais tous mes envoûtements
Tu m'as gardé de piège en piège
Je t'ai perdue de temps en temps
Bien sûr tu pris quelques amants
Il fallait bien passer le temps
Il faut bien que le corps exulte
Finalement finalement
Il nous fallut bien du talent
Pour être vieux sans être adultes
Oh mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore tu sais je t'aime
Et plus le temps nous fait cortège
Et plus le temps nous fait tourment
Mais n'est-ce pas le pire piège
Que vivre en paix pour des amants
Bien sûr tu pleures un peux moins tôt
Je me déchire un peu plus tard
Nous protégeons moins nos mystères
On laisse moins faire le hasard
On se méfie du fil de l'eau
Mais c'est toujours la tendre guerre
Oh mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore tu sais je t'aime
A Canção dos Velhos Amantes
Claro, brigamos como todo casal
Vinte anos de amor, é um louco amor
Mil vezes você fez as malas
E mil vezes eu sumi
E cada móvel ainda se lembra,
Neste quarto sem berço,
De cada uma de nossas velhas brigas
Nada mais é do jeito que já foi um dia
Você perdeu o gosto pela vida
E eu o de conquistar você
{Refrão}
Mas meu amor
Meu doce, meu meigo e maravilhoso amor
Do raiar do sol até o fim do dia
Não deixei de amar você, te amo
Eu conheço cada sortilégio seu
Você conhece cada um dos meus feitiços
Você me prendeu de armadilha em armadilha
E de vez em quando eu perdi você
Claro, você arranjou alguns amantes
Um caso, uma história passageira
Afinal o corpo precisa sentir prazer
Finalmente, finalmente
Foi preciso muito talento
Para envelhecermos sem sermos adultos
{Refrão}
E quanto mais os dias passam
Mais aumenta o nosso tormento
Mas será que a paz não é a pior armadilha
Para os que se amam?
Claro, você chora um pouco fora de hora
Eu sofro um pouco mais tarde
Não protegemos mais nossos segredos
Não existe mais espaço para o improviso
Desconfiamos de cada segundo que passa
Nessa doce guerra sem fim
{Refrão}
Layane Lorrane
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Tese sobre a canção francesa
http://demeter.univ-lyon2.fr/sdx/theses/notice.xsp?id=lyon2.2008.groccia_m-principal&id_doc=lyon2.2008.groccia_m&isid=lyon2.2008.groccia_m&base=documents&dn=1
sábado, 22 de novembro de 2008
http://www.ufpa.br/gti/simposio.html
LINGUAGEM E CINEMA:
Foco da Câmera Apoiado no Tripé Discurso, Ideologia e Arte.
11 e 12 de dezembro de 2008
Local: Teatro Experimental Waldemar Henrique e Cinema OLYMPIA.
Belém - Pará - Brasil
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Trilha sonora
http://www.mnemocine.com.br/cinema/somtextos/trilha.htm
A trilha sonora
| A TRILHA SONORA NO CINEMA | |||
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Salma Osman
Cinema e arte por Sabine Gorovitz
Para criar vínculos, o cinema aproxima-se das condiçoes de percepção do homem, e essa proximidade irá permitir ao espectador fundar sua fruição em torno da noçao de presença: uma abertura para a causalidade e para o indeterminado. Assim o mundo surge transfigurado e exponenciado. " O cinema é um vulcão", dizia Jean Epstein. Ele é o território do deslumbre, do frisson e do espanto, levando a extremos a represenação da vida humana.
Pela sua magia transfiguradora, ele triunfa dos efeitos do hábito. em que as coisas acabam sendo mal vistas por serem vistas todos os dias. O filme comove ao apresentar uma beleza secreta dos movimentos de cada dia, no qual momentos são escolhidos, enquadrados e encadeados para passar uma imagem do quotidiano sempre densa. Por isso, o cinema oferece uma percepção constantemente renovada, assim como um gesto de abertura para a apreensão da experiência.
Isabella Mejia -05/28366
domingo, 16 de novembro de 2008
A FILOSOFIA EXISTENCIAL EM A QUEDA DE ALBERT CAMUS
Sartre (1905 - 1980), em O Existencialismo é um Humanismo, divide essa corrente fil
osófica em duas escolas:- a cristã, formada por Kierkegaard, Karl Jaspers e Gabriel Marcel;
- a atéia, composta por Heidegger e os existencialistas franceses (dentre os quais, Sartre foi o que mais se destacou).
O existencialismo se posiciona de forma contrária às abordagens teóricas do século XVIII. Neste período, a filosofia nega Deus, porém continua a considerar um conceito universal do humano, ou seja, para os filósofos deste século a essência precede a existência.
Em O Ser e o Nada, Sartre inverte a concepção filosófica anterior, quando avança nas teorias de Heidegger (Ser e Tempo), e propõe que a existência precede a essência. O que significa esta assertiva filosófica? “Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer.” (O Existencialismo é um Humanismo, p. 12).
Sartre dá uma nova conotação à liberdade, mostrando que ela parte da escolha e da iniciativa individual. “[...] Para a realidade-humana, ser é escolher-se: nada lhe vem de fora, ou tampouco de dentro, que ela possa receber ou aceitar. Está inteiramente abandonada, sem qualquer ajuda de nenhuma espécie, à insustentável necessidade de fazer-se ser até o mínimo detalhe.” (O Ser e o Nada, p. 545). Dessa forma, Sartre sugere que o homem está condenado a ser livre, pois diante dessa es
colha, que é estritamente humana, porta consigo grandes responsabilidades.Albert Camus (1913 – 1960) fez parte da geração de Sartre, e foi seu grande amigo pessoal. A sua última produção literária, A Queda, tem uma grande relação com o existencialismo discutido em O Ser e o Nada. De uma forma geral, o romance estabelece uma crítica à mediocridade da sociedade contemporânea. Ele propõe a discussão de um homem inacabado, de um constante refazer-se. A personagem Jean-Baptiste Clamence, ao perceber que tinha um comportamento alienado, que seguia padrões sociais pré-estabelecidos, que se sentia superior, e se sentia feliz com os outros servindo a ele, sofreu uma queda. A queda é o momento no qual a personagem encontra-se no estado de absurdo. Diante dessa condição, Jean-Baptiste começa a refletir sobre si mesmo e a seguir seus próprios valores.
Em vários trechos do romance encontram-se abordagens existencialistas, como no fragmento a seguir: “Não sabia que a liberdade não é uma recompensa, nem uma condecoração que se comemora com champanha. Nem, aliás, um presente, uma caixa de chocolates de dar água na boca. Oh, não, é um encargo, pelo contrário, e uma corrida de fundo bem solitária, bem extenuante. Nada de champanha, nada de amigos que ergam sua taça, olhando-nos com ternura. Sozinhos numa sala sombria, sozinhos no banco dos réus, perante os juízes, e sozinhos para decidir, perante nós mesmos ou perante o julgamento dos outros. No final de toda a liberdade, há uma sentença; eis porque a liberdade é pesada demais.” (A Queda, p. 91).
Com a publicação de O Homem Revoltado, Camus rompe a estreita amizade com Sartre. Este, com a publicação de Questão de Método e Crítica da Razção Dialética, se aproxima ao marxismo. Essa nova fase de Sartre abalou a amizade entre os dois, pois Camus negou os totalitarismos e acusou o marxismo de teoria mecânica e autoritária, propondo a revolta no lugar da revolução.
sábado, 15 de novembro de 2008
O Rei René
- Georges Lourau, que será um dos maiores produtores franceses, propõe a René Clair assinar um contrato para quatro filmes. Durante semanas, René Clair iniciou novas técnicas, testou inovações, com apoio de sons lentos ou sobrepostos (não praticou ainda a mixagem nem a dublagem).
- Sous Le toits de Paris é um filme sonoro que não fala, ou se fala muito pouco. Havia ali o que desviar a atenção dos espectadores, que alguns meses mais tarde, curados da obsessão pela inovação, serão mais capazes de apreciar a sutileza do tratamento do som, o charme melancólico e popular desse romance “faubouriano”. Este filme marca uma data, uma referência, mas ainda é rudimentar, em um cenário frágil, com uma interpretação diferente: se Aimos e Gaston Modot são firmes no papel e se Préjean revela uma voz agradável que vai fazer dele uma das primeiras estrelas do cinema sonoro, os outros são apagados. René passa para uma nova etapa no ano seguinte, apresentando Le Million em abril, e no fim de dezembro, A nous la liberté.
- Clair escreveu a primeira "opereta" cinematográfica, num tom malicioso onde a ironia e a ternura estão sempre prestes a serem zombados. Em A nous la liberté, nem sempre opta pelo "cem por cento falado"
: a música e a canção conservam um papel importante, o modelo “opereta” é freqüente no cenário. O filme é a mais nova insolência da sátira social. René, o menos ideólogo dos cineastas franceses, toca no piano uma balada decididamente anarquista. A influência de Charlie Chaplin está presente, mas o filme permanece original. - Para o quarto e último filme de seu contrato com a Tobis, René retorna às ruas de Paris. Quatorze Juillet não tem uma linha dramática, mas segue por notações sucessivas, justas, engraçadas, comoventes, pitorescas, com uma série de personagens, como um motorista de táxi e uma vendedora de flores (maravilhosa Annabella), cujo idílio se perderá na amargura.
- René Clair faz realmente a junção entre o mudo e o falado. Para impor a coerência desta fase de sua criação, ele dispõe de condições de trabalho excepcionais ao redor de uma equipe não menos excepcional que ele reuniu.
- É verdade que os filmes de Clair parecem às vezes sofrer de anemia. Jacques Prévert, estava certo quando disse maldosamente: “René Clair é o inventor do cinema sem realce”. Clair colocou Georges Perinal (responsável pela imagem) para procurar uma imagem clara, brilhante, inteiramente construída em tons de cinza, ao contrário da luz alemã, derivada do expressionismo e propagada pelos operadores alemães imigrantes, que começaram a impor seus fortes contrastes entre branco puro e preto absoluto. Em seus scripts, René Clair fugia, por descrição e pudor, dos destaques, das paixões descontroladas, dos conflitos extremos.
- Em 1930, Sous le toits de Paris tem como herói um cantor das ruas. Mas, em 1931, A nous la liberté se desenrola em uma usina fonográfica, lembrando que o disco vem revolucionar a difusão da música e da canção.
- René Clair é o primeiro cineasta francês a desenvolver um estilo de expressão pessoal e ilustrar de maneira significativa. Quando Jean Renoir lança seu primeiro filme sonoro, La Chienne (em novembro de 1931), Clair já tinha terminado seu terceiro filme. De 1930 a 1934, René Clair transforma a inovação técnica em instrumento estético.
Fragmentos extraídos de Billard, P. L'âge classique du cinéma français: du cinema parlant à la nouvelle vague. Paris: Flammarion, 1995. Chapitre 1, 61-65.
Talita Faraj Faria.