
Charles Louis Augustin Georges Trenet, Charles Trenet, nasceu em Narbone em 18 de maio de 1913, três anos após seu irmão Antoine. Eles passam sua infância em Béziers, e depois em Perpignan onde seu pai, Lucien, que trabalhava em cartório e também era também violonista nas horas vagas, inicia o pequeno Charles na música. Adolescente, Charles descobre o teatro e a poesia por intermédio de Albert Bausil e de seu jornal o Coq Catalan. Em 1920, seus pais se separam. Em 1928, depois de ter sido enviado da escola, Charles troca Perpignan por Belim onde vivem sua mãe, Marie-Louise, e seu segundo marido, o diretor Benno Vigny. Na Alemanha, durante um ano, o jovem Charles freqüenta o mundo das artes e do cinema. Ele é um adolescente curioso e ativo.
Em seu regresso à França, Charles se contamina com o vírus da arte e pede a seu pai que o libere dos estudos para voltar ao mundo artístico de Paris. Ele tem 17 anos e com seu amigo Bausil, ele prepara um romance, desenha muito e pinta. Em Paris, tudo acontece muito rápido. Empregado por Baroncelli como assistente de direção, ele conhece Antonin Artaud, Cocteau, Max Jacob, aos quais ele confia seus anseios literários. Nesse tempo, ele já tinha escrito dois romances e também feito poesias, mas não sabia como proceder para publicá-los. Então, freqüenta mais ativamente o mundo artístico parisiense.
Na época da filmagem de Bariole por seu padrasto em 1933, Charles escreve quatro canções. Aos vinte anos, ele passa na prova da SACEM e encontra Johnny Hess, que se tornará seu sócio e amigo. « Charles e Johnny » escrevem para publicidade, compõem algumas canções da moda e se engajaram no Palácio, onde passam despercebidos. Em contrapartida, a passagem pelo Fiacre dura vários meses. O crescimento do sucesso deles permite gravar dezesseis títulos em 1934 e abre as portas de Bobino e do Lido. Lá, o jovem Trenet conhece Mireille, Ray Ventura e Paul Misraki.
Mas o exército coloca fim na parceria. Charles foi enviado para Istres em 1937. Lá, ele escreveu alguns de seus sucessos como Fleur bleue ou Je chante. Isolado e afastado de Paris, ele consegue ser transferido para base de Velizy em Yvelines. Maurice Chevalier canta uma de suas canções : Y a d'la joie e Montand retoma C'est la vie qui va. São dois grandes sucessos, principalmente Y a d'la joie, que vai tornar-se un modelo internacional da canção.
Seu serviço militar termina. Trenet começa uma carreira solo e sai o primeiro disco: Je chante. Ele impõe-se como um cantor alegre e dinâmico de canções engraçadas. Mas vem a guerra e Trenet é reenviado para Provence. Ele é desmobilizado desde junho de 1940 graças à sua fama e retorna a Paris onde a guerra acontece. Em 1945, ele parte para Nova York onde rapidamente apaixona-se. Encantado pela vida americana, ele compra um apartamento e percorre, durante quase dois anos, os dois continentes americanos, do Brasil ao Canadá. Até 1954, ele vai de concerto em concerto sem parar de escrever e percorre o mundo. Neste mesmo ano retorna a Paris, onde não foi esquecido pelo público.
Nos anos 60, Trenet cai um pouco no esquecimento. Em 1971 retorna aos estúdios. Em 1987, com 74 anos, faz o maior sucesso no Printemps de Bourges. Aos 80 anos ainda está na ativa. Seu último concerto foi em novembro de 1999 na sala Pleyel em Paris. Charles Trenet morre em 19 de fevereiro de 2001 aos 88 anos, após escrever quase mil canções.
Postado por Natalia Marques.
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