Blog criado pelos alunos do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB, do curso sobre CINEMA, CANÇÃO E LITERATURA NA FRANÇA, ministrado pelo professor Adalberto Müller, para divulgar textos, imagens e canções.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

La nouvelle Vague

“Nova onda” de jovens diretores. O título é necessariamente impreciso não corresponde a um novo “ismo”, não há entre aqueles que podem ser incluídos no rol compromissos de “escola”, nem um programa de ação conjunta. A única característica comum é precisamente essa individualidade, essa personalização do trabalho criador, tradição do cinema francês, que faz com que um filme de um grande diretor mostre sempre a sua marca inconfundível, que não poderia trazer nenhuma outra assinatura. Nem se encontrará uma explicação para este renascimento vigoroso nos aspectos mais superficiais da realidade política ou sócio-econômica da França; e talvez ainda seja para analisar um processo cultural em pleno desenvolvimento.

Alguns desses realizadores pertenceram ou eram ligados ao círculo de críticos da famosa revista “Cahiers du Cinéma”, mas os próprios resultados do seu trabalho dispensam qualquer alegação de interdependência. A nouvelle vague começa há pouco mais de dez anos, com “Le Rideau Cramoisi”, que fez Alexandre Astruc comentado, elogiado e finalmente afamado. Muitos passaram pela excelente escola que é o filme de curta metragem, esse sub-produto da indústria cinematográfica, a que pertence um sem-número de pequenas obras primas, pouco conhecidas, infelizmente, fora do país de origem. Outros provem desse novo celeiro do cinema que é a televisão.

Fonte: História do cinema francês (1895-1959). Cinemateca brasileira. Festival “história do cinema francês” Setembro a Dezembro de 1959- São Paulo.
SADOUL, Georges. História do cinema mundial. I volume. Traduação de Sônia Salles Gomes. Ed. Martins. São Paulo

Maria da Cruz

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