A enorme popularidade das obras de Jean-Baptiste Clémant (La semaine sanglant, Le temps de cerises) e de Eugène Pottier (L’Insurgé, Elle n’est pas morte, L’internationale) não deve obscurecer todos os outros autores (como Gustave Leroy, Louis Festeau, Alexis Bouvier, etc) que, da revolução de fevereiro de 1848 aos primeiros anos da III República passando pela Commune de Paris, lançaram as bases da canção social moderna.
Gênero este que poetas como Jules Jouy, Gaston Couté, Jehan Rictus, Jean Richepin ou Gaston Montéhus vão desenvolver. Sem esquecer o velho Hugo – o grandioso Hugo! – que, deparou-se com um absoluta grandeza: L’Année Terrible (1872), que serviu de assunto para que “outros” encontrassem na música o seu lugar (<< À ceux qu’on foule aux pieds [...] Châtier qui, Paris? Paris veut être libre/ [...] Et vous tuez l’honner, la raison, l’espérance!>>).
Uma vez abrandadas as exaltações, a canção oficial canaliza as frustrações populares rumo a um nacionalismo vingador, visando à elevar ao nível de uma verdadeira cruzada a reconquista de Alsace e da Lorraine perdidas quando do desastre de 1870. Os vários cafés-concertos tiveram em seus repertórios um diretório nostálgico e de vingança e, certos autores, tais como Gaston Villemer ou Lucian Delormel, estabeleceram uma base lucrativa com títulos tais como: Le Maître d’école alsacien, La Paysanne lorraine, Alsace et Lorraine ou ainda o famoso Fils de l’Allemand, catalisador do ódio dos alemães para as gerações futuras.
No mesmo período – mas dentro de um outro estado de espírito - Émile Goudeau fundou (em 1878) o “Clube des Hydropathes”, cabaré artístico localizado no “Quartier latin”, à esquina da rua “Cujas” e do boulevard Saint-Michel. Entre os membros mais assíduos do clube estavam os poetas, os cantores e os músicos, tais como Maurice Rollinat, Paul Arène, André Gill, François Coppée, Georges Lorin, etc e, especialmente, o genial Charles Cros que, neste mesmo ano de 1878, registra a patente do primeiro procedimento que permitia registrar e reproduzir os sons – e por conseqüência a voz humana.
O fonógrafo nasceu e a indústria do disco não tardou a se desenvolver, modificando de vez a história da canção. Nesse meio tempo, em 1881, Goudeau mudaria seu Clube Hydropathes para Montmartre e se associaria à Rodolphe Salis pra produzir o Gato negro: modelo mítico dos futuros cabarés de Montmartre.
Gênero este que poetas como Jules Jouy, Gaston Couté, Jehan Rictus, Jean Richepin ou Gaston Montéhus vão desenvolver. Sem esquecer o velho Hugo – o grandioso Hugo! – que, deparou-se com um absoluta grandeza: L’Année Terrible (1872), que serviu de assunto para que “outros” encontrassem na música o seu lugar (<< À ceux qu’on foule aux pieds [...] Châtier qui, Paris? Paris veut être libre/ [...] Et vous tuez l’honner, la raison, l’espérance!>>).
Uma vez abrandadas as exaltações, a canção oficial canaliza as frustrações populares rumo a um nacionalismo vingador, visando à elevar ao nível de uma verdadeira cruzada a reconquista de Alsace e da Lorraine perdidas quando do desastre de 1870. Os vários cafés-concertos tiveram em seus repertórios um diretório nostálgico e de vingança e, certos autores, tais como Gaston Villemer ou Lucian Delormel, estabeleceram uma base lucrativa com títulos tais como: Le Maître d’école alsacien, La Paysanne lorraine, Alsace et Lorraine ou ainda o famoso Fils de l’Allemand, catalisador do ódio dos alemães para as gerações futuras.
No mesmo período – mas dentro de um outro estado de espírito - Émile Goudeau fundou (em 1878) o “Clube des Hydropathes”, cabaré artístico localizado no “Quartier latin”, à esquina da rua “Cujas” e do boulevard Saint-Michel. Entre os membros mais assíduos do clube estavam os poetas, os cantores e os músicos, tais como Maurice Rollinat, Paul Arène, André Gill, François Coppée, Georges Lorin, etc e, especialmente, o genial Charles Cros que, neste mesmo ano de 1878, registra a patente do primeiro procedimento que permitia registrar e reproduzir os sons – e por conseqüência a voz humana.
O fonógrafo nasceu e a indústria do disco não tardou a se desenvolver, modificando de vez a história da canção. Nesse meio tempo, em 1881, Goudeau mudaria seu Clube Hydropathes para Montmartre e se associaria à Rodolphe Salis pra produzir o Gato negro: modelo mítico dos futuros cabarés de Montmartre.
Fonte: ROBINE, Marc. Il était une fois la chanson française: des trouvères à nos jours. Fayard, 2004, p. 39-40.
Alessandra L. Lima.
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