
A imensa popularidade das obras de Jean-Baptiste Clément (La Semaine sanglante, Le Temps des cerises) e de Eugène Pottier (L’Insurgé, Elle n’est pas morte, L’Internationale) não deve fazer com que se esqueça das de todos os outros autores (como Gustave Leroy, Louis Festeau, Aléxis Bouvier, Paul Avenel, Eugène Grangé, Pierre Dupont, Hippolyte Demanet, Achille Le Roy, Eugène Chatelain, Henri Brissac, Charles Keller, Clovis Hugues, Emmanuel Delorme, Gaston Crémieux ou Louise Michel) que, da Revolução de Fevereiro de 1848 aos primeiros anos da 3ª República através da Comuna de Paris, lançou as bases da canção social moderna.
Um gênero que vai desenvolver posteriormente poetas como Jules Jouy, Gaston Couté, Jehan Rictus, Jean Gaston Richepin ou Montéhus. Sem esquecer o velho Hugo - o grande Hugo! – [...]. Uma vez as paixões mais vivas (provisoriamente) acalmadas, a canção oficial canaliza as frustrações populares para um nacionalismo vingativo, visando a elevação ao nível de verdadeira cruzada da reconquista da Alsácia e Lorena, perdida no momento do desastre de 1870. Os diferentes cafés-concerts optam por um repertório nostálgico e vingativo, e alguns autores, como Gaston Villemer ou Lucien Delormel, lucram com títulos como Le Maître d’école alsacien, La Paysanne lorraine, Alsace et Lorraine...ou o famoso Fils de l’Allemand, catalisador da « haine du boche » para as gerações seguintes.
Ao mesmo tempo – mas em um estado de espírito diferente – Émile Goudeau fundará (em 1878) o Club des Hydropathes, cabaré artístico localizado no Quartier latin, na esquina da rua Cujas e da Saint-Michel. Entre os membros mais assíduos do clube estavam poetas, cantores e músicos tais como Maurice Rollinat, Paul Arène, André Gill, François Coppé, George Lorin, Jean Richepin, Charles Frémine, Mac-Nab, Monselet, Jules Jouy, Maria Krysinska, Alphonse Allais, Érik Satie, Paul Verlaine, e sobretudo, o genial Charles Cros que, neste mesmo ano de 1878, veio deixar a patente do primeiro processo que permitiu gravar e reproduzir os sons, e por conseqüência, a voz humana.
A fonografia nasceu, e a indústria do disco não tardará a se desenvolver, modificando como nunca a história da canção. Entretanto, em 1881, Goudeau terá transportado seu Club des Hydropathes para Montmartre e se associará a Rodolphe Salis para construir o Chat Noir: modelo mítico de todos os futuros cabarés de Montmartre.
ROBINE, Marc. Il était une fois la chanson française. Paris: Fayard, 2004, p. 39-40.
Um gênero que vai desenvolver posteriormente poetas como Jules Jouy, Gaston Couté, Jehan Rictus, Jean Gaston Richepin ou Montéhus. Sem esquecer o velho Hugo - o grande Hugo! – [...]. Uma vez as paixões mais vivas (provisoriamente) acalmadas, a canção oficial canaliza as frustrações populares para um nacionalismo vingativo, visando a elevação ao nível de verdadeira cruzada da reconquista da Alsácia e Lorena, perdida no momento do desastre de 1870. Os diferentes cafés-concerts optam por um repertório nostálgico e vingativo, e alguns autores, como Gaston Villemer ou Lucien Delormel, lucram com títulos como Le Maître d’école alsacien, La Paysanne lorraine, Alsace et Lorraine...ou o famoso Fils de l’Allemand, catalisador da « haine du boche » para as gerações seguintes.
Ao mesmo tempo – mas em um estado de espírito diferente – Émile Goudeau fundará (em 1878) o Club des Hydropathes, cabaré artístico localizado no Quartier latin, na esquina da rua Cujas e da Saint-Michel. Entre os membros mais assíduos do clube estavam poetas, cantores e músicos tais como Maurice Rollinat, Paul Arène, André Gill, François Coppé, George Lorin, Jean Richepin, Charles Frémine, Mac-Nab, Monselet, Jules Jouy, Maria Krysinska, Alphonse Allais, Érik Satie, Paul Verlaine, e sobretudo, o genial Charles Cros que, neste mesmo ano de 1878, veio deixar a patente do primeiro processo que permitiu gravar e reproduzir os sons, e por conseqüência, a voz humana.
A fonografia nasceu, e a indústria do disco não tardará a se desenvolver, modificando como nunca a história da canção. Entretanto, em 1881, Goudeau terá transportado seu Club des Hydropathes para Montmartre e se associará a Rodolphe Salis para construir o Chat Noir: modelo mítico de todos os futuros cabarés de Montmartre.
ROBINE, Marc. Il était une fois la chanson française. Paris: Fayard, 2004, p. 39-40.
Traduzido por Talita Faraj Faria.
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