Blog criado pelos alunos do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB, do curso sobre CINEMA, CANÇÃO E LITERATURA NA FRANÇA, ministrado pelo professor Adalberto Müller, para divulgar textos, imagens e canções.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Influência estrangeira


Paris atraiu várias mulheres estrangeiras. Entre as artistas negras que passaram pela capital francesa nos anos 1920, a americana Joséphine Baker (1906-1975) foi a de maior destaque. Ela conquistou a cidade ao se apresentar em 1925 no Théâtre des Champs-Élysées com “Revue Nègre”. Aparecendo em cena vestida com uma pequena saia feita de bananas e dançando o charleston, causou furor na época. Em 1926, depois de uma turnê pela Europa, a versátil artista (era dançarina, cantora e atriz) se apresentou no famoso cabaré Folies Bergère, ao lado de um leopardo.

Baker ditava a moda feminina. Seu cabelo curto e alisado virou uma febre entre as mulheres. A influência de Josephine era tão grande que o tom bronzeado da pele da dançarina estimulou em suas fãs francesas o hábito de tomar sol, o que era socialmente desvalorizado porque a exposição ao sol era sinal da necessidade de trabalhar e estava ligada a profissões como a pesca ou a agricultura. Assim foi também com o seu curto vestido cor-de-rosa, tão copiado que ficou conhecido como "la robe Josephine".

Uma praça no 14ème arrondissement de Paris homenageia esta mulher que trabalhou como voluntária para a Cruz Vermelha, para o serviço de inteligência francês durante a Segunda Guerra Mundial e lutou contra a segregação racial.

Pequena biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Josephine_Baker

Natalia Marques.

Um comentário:

adalberto müller disse...

muito bem, ja esta se adiantando o curso, nao?