O Surgimento do cinema sonoro na França
Bibliografia de M. Barnier:
BARNIER, M. En route vers le parlant, Liége, Ed. CEFAL, 2002
-Des Films français made in Hollywood, Paris, l'Harmattan, 2004;
Conway, K. - chanteuse in the city, University of California Press, 2004.
Em 1895, no início do cinema, já havia experimentos para unir a imagem e o som.
Em 1905 consegue-se a sincronização do som com a imagem, com o fonógrafo. O primeiro filme com som direto é provavelmente em 1905, da Gaumont, em que se filma um galo cacarejando.
No início do cinema sonoro na França há uma grande participação de cantores de ópera nas filmagens.
Por volta dos anos 20, os grandes estúdios de cinema começaram a desenvolver tecnologias de som nos seus filmes, como: Warner e Fox (1927), nos E.U.A. A Warner inventou o vitaphone em 1926.
Na França, nessa mesma época, alguns cineastas negam o som nos seus filmes, como Jean Renoir e Abel Gance: "Não precisamos de som nos filmes." - é o que pensa esses mestres de cinema.
Em 1930, René Clair dirige "Sous les toits de Paris", em que a canção é extremamente importante. É um filme dirigido como se fosse mudo, mas que a canção é o principal.
Em 1929 até 1935 ocorre no cinema o que se chama de versions multiples, em que atores alemães, franceses, italianos fazem o mesmo filme mas em línguas diferentes. Um exemplo: Die drei von der tankstelle ou em francês Le Chemin du Paradis.
Outro marco do cinema é o filme Allo, Berlin? Ici, Paris!, dirigido por J. Duvivier, que é um filme em várias línguas.
Em 1931, Jean Renoir filma La Chienne, que conta a história de um homem apaixonado por uma prostituta. Renoir utiliza o som de uma maneira que esse passe a ser fundamental no filme - o som conta a história do filme, pois o verdadeiro assassino da prostituta passa desapercebido por ser silencioso, enquanto que o acusado, mas inocente, faz muito barulho (todos o vêem), sendo por final decapitado (é considerado como assassino).
II. As canções realistas e o cinema francês dos anos 1930
1) La Tête d'un homme - 1932, J. Duvivier dirige um filme policial francês. É passado em uma época em que Montparnasse era cheio de bordéis, em que há muitas mulheres se prostituindo. Exemplo: Edith Piaf que cresce em um bordel. Nesse filme há duas cantoras muito importantes: Damia e Missia
2) Pépé le Moko (1938), J. Duvivier. Traduzido por português como o O Demônio da Argélia. A personagem escuta a sua própria voz no disco. O som é realista.
Resumo da aula por Marília Machado Garcia de Lima
#déjà vu
Há 11 anos
Um comentário:
muito bem.
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